sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Teatro [2]

[...] Tudo naquele lugar era diferente. No ar, essências tomavam conta do ambiente dominando a mente dos convidados. Os sonhos começavam a se tornar realidade e a fazer parte do grande espetáculo. Fantoches e marionetes alegravam a todos antes que a peça começasse. Tais objetos aparentavam possuir vida, demonstrando assim, a capacidade excepcional dos condutores. Estavam sentados em seus respectivos assentos aguardando o tão esperado início. Enfim, começa. Um show de luzes fantástico; dançarinas loiras de origem russa davam o pontapé inicial à peça. O balé russo era simplesmente espetacular, e tinha a capacidade de deixar a platéia inteira vidrada nas belas acrobacias. Mais essências eram jorradas do alto do palco, deixando ainda mais os convidados sob o efeito alucinógeno. Ninguém sabia a composição dessas substâncias, apenas se sabia que faziam a cabeça "pirar". Isso tornava o espetáculo ainda mais maravilhoso do que já era. Após as bailarinas, surgiam africanos com máscaras de rituais sagrados. Faziam danças diferentes e cantavam suas preces. Depois davam lugar a homens e mulheres que realizavam um show pirotécnico. Os espectadores iam à loucura diante essa apresentação. Então, simplesmente do nada, tudo acabava. As cortinas se fechavam rapidamente. As luzes se acendiam para que os convidados se retirassem. Toda a fantasia parecia ter morrido; parecia ter sido parte apenas um sonho. Mas não, a fantasia nunca morre. Ela está dentro de cada um de nós, basta que a libertemos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário