Nas baias do grande Castelo, cavalos brancos e negros eram encontrados. Todos eram corpulentos e sempre estavam com seus pêlos e crinas cuidados. O corpo deles estava coberto com um longo manto de veludo avermelhado e no qual havia a marca do Castelo com os seguintes dizeres em romeno: Născut între sacru şi tractate la apărarea a Castelului(Nascidos entre sagrados e alados para a defesa do Castelo). Suas descendências eram de equinos criados na Romênia por uma família tradicional. Esses eram especialistas na criação e procriação de cavalos, tendo todos esses a maior excelência. Eram animais preparados para longas e árduas viagens pelo Reino da Ventania. Os cascos das patas eram gigantescos e mostravam uma série de ranhuras e rachaduras fruto das difíceis travessias.
Montados neles iam os Mensageiros Solitários. Esse nome era devido a longa ausência deles, não deixando assim que eles construíssem uma família e um lar. Trajavam longas vestimentas negras e muitas vezes rasgadas; aparentavam, na verdade, serem farrapos e não uma roupa propriamente dita. Não possuíam um corpo definido e as longas viagens não deixavam que massa corporal fosse acumulada. Em seus capacetes dourados números estavam marcados. Na frente de cada um estava escrito na língua natal deles que também era o romeno: Chat-uri Castle (Mensageiros do Castelo). No topo e ao centro uma grande e vultosa pluma negra a qual adivinha de emas que eram encontradas apenas nas regiões mais distantes do Reino. Tal chamativo existia para mostrar que os Mensageiros eram capazes de ir à qualquer lugar, por mais longe que esse fosse. Cada pluma era conquistada por seu próprio Mensageiro, sendo esse o último desafio para conclusão da formação.
Não possuíam amores verdadeiros, apenas mulheres da vida que encontravam em seus caminhos ou quando voltavam para o Castelo. Vida pessoal era inexistente, sendo dedicados assim apenas à suas missões e aos seus nobres cavalos. Jovens e crianças adoravam ouvir as histórias que os Sarcedotes contavam sobre eles e sonhavam um dia tornar-se um Mensageiro. Mas não era uma profissão a qual seja louvada. Era uma vida sem felicidade verdadeira apesar de usufruírem de uma grande quantidade de dinheiro. Talvez nem mesmo eles, os Mensageiros, quisessem estar naquele ramo, mas com o tempo aprenderam a gostar. Era uma vida cansativa, por isso não eram vistos idosos no meio deles. Aparentava ser uma vida de luxo, de conquistas e mulheres, mas na realidade era a fase na qual se caía no esquecimento do significado da vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário