Era uma noite sombria e fria no Castelo. Todos os serviçais já tinham se recolhido em seus respectivos quartos. O Castelo possuía dimensões incompreensíveis, com quartos e mais quartos, onde todos eram enormes. Era constituído por uma base feita de mármore puro e com desenhos feitos com folhas de ouro. Ele se estendia até que as pontas de suas enormes torres tocassem a mais alta nuvem. Era algo monstruoso. Os camponeses do vilarejo sentiam medo só de passar perto dos grandes portões, feitos de madeira maciça e com barras de aço com a grossura do punho de um homem adulto. Quatros guardas faziam a segurança da entrada, localizando-se dois em cada extremidade. Eram homens fortes e jovens com armaduras e capacetes dourados com diamantes incrustados. Não possuíam expressão em suas faces, parecia que algo tinha retirado a felicidade, a vontade de viver deles. Possuíam olhos azuis e cabelos brancos; suas longas barbas estendiam-se até a altura do peito.
Naquela magnífica construção vivia uma jovem donzela a qual todos chamavam de Princesa de Pano. Muitos nunca a viram, apenas aqueles que moravam dentro do Castelo. Segundo empregados sempre trajava um longo vestido branco-neve, o qual definia todas as suas curvas salientes. Diziam que ela era a mulher mais bela dentro do Castelo. Usava uma coroa simples, mas que demonstrava soberania sobre os outros. Olhos cor de mel eram a marca dela, seu sorriso pouco aparecia. A maior parte do tempo ficava restrita ao seu quarto; diziam que escrevia poemas. Passeava nos campos floridos do Castelo e sempre coletava uma ou duas flores. Os animais que ali ficavam para enfeitar pareciam amar ela; consideravam-na uma mãe. Ela era querida por todos e por tudo, mas nos últimos dias não andava muito alegre. O seu futuro marido havido partido em uma longa viagem e havia deixado-a sobre a proteção do governante do Castelo.
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