terça-feira, 21 de dezembro de 2010

LONDON .

   Londres. Sinceramente, a cidade faz jus ao que dizem: lá é o primeiro mundo. Tudo de última geração e do mais moderno; aquele que não possuir um Ipod nas mãos, acredite, trata-se de um turista. Ruas limpas, sem lixos entulhados nos mio-fios, e pessoas muito bem vestidas. Contudo, nenhuma simpática. Foi difícil encontrar alguém que olhasse nos meus olhos e mostrasse um sorriso. São muito concentrados no que fazem e, no máximo, falam um "sorry" caso esbarremos nelas. Nos dias que peguei trem e metrô ao lado do meu amigo e também blogueiro Daniel Polsin, só fui capaz de escutar a nossa voz, a nossa conversa. O restante presente no vagão lia, escutava música, jogava algum videogame portátil. E por mais que os encarasse, eles nem sequer levantavam a cabeça para nós. Realmente fiquei tomado por um certo receio, pensando: como eles não sorriem? Será que eles não sabem? Perderam a essência?
   Entretanto, consegui descartar essa experiência não muito bacana, pois tive outra que me deu mais ânimo para defender aquilo que considero essencial na vida de qualquer pessoa: o ato de sorrir. Sentado em um vagão indo em direção à estação de Waterloo, Londres, após um tempo de reflexão e oração, pensei: Crianças. Criança é igual em qualquer lugar do mundo. Não é possível que elas sejam frias como os pais. Não, elas são alegres! Então, parti para essa aventura de buscar o sorriso naqueles "projetos de gente". E não é que consegui? Tudo bem, de início foi complicado, porque sempre existe aquela vergonha inicial que toda criança nutre por um indivíduo desconhecido, ainda mais quando ele aparece sorrindo sem ter motivo algum para tal. Com uma brincadeira simples de aparece/esconde consegui meu primeiro sorriso vindo de uma criança. Que fascinante! Sabe, o sorriso infantil é diferente, ele é inocente; é um sorriso onde não há preocupação com o amanhã ou com quem está vendo. A criança apenas sorri, com uma verdade nata e única.
   Com tal aprendizado, descobri qual era o verdadeiro problema dos cidadãos londrinos. A meu ver, diante de tantas preocupações, trabalhos, tecnologias e informações, os londrinos esqueceram de ser crianças. Não que precisem ter atitudes infantis, mas que em determinados momentos pensem como tal, aproveitem com toda a intensidade; deixem todo o profissionalismo e orgulho de lado e sorriam. Aliás, esse problema não há somente em Londres. Ele persiste em todo lugar, em toda cidade, seja ela desenvolvida ou não, grande ou pequena, numerosa ou um simples vilarejo. Portanto, pergunto-lhe, nobre vivente: você já sorriu verdadeiramente hoje? Não quero saber se o seu dia foi horrível, se o seu namorado(a) te deu um "pé na bunda", se você não foi aprovado no concurso desejado; pois nenhum desses costurou sua boca. Um sorriso pode mudar um momento, um dia, uma vida.

4 comentários:

  1. aaah, para de escrever bem assim ><'
    HAHAHA
    ficou muito booom ((:

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  2. Impossível não me emocionar com seus posts ...
    Somente crianças para nos deixar assim !

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  3. hahaha, eu não estou apaixonado por você(se é que me entende, hehe), mas esse post esta muito bom mesmo!! 00000000000000000000000000001!!!

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  4. Daniel e suas piadinhas. Por favor, né... hahahahhahahah

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