sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal .

"Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade. E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal, eu ainda lhe desejarei felicidade. Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente, porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados. Mas isso não faz diferença, pois meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma. Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. Me iluminará por todo ano. Eu desejo a você o Espírito do Natal." 
Van Dike.

Ah! o Natal. Que época maravilhosa, não? 


Resolvi escrever sobre esse tema não apenas por modinha, mas para realmente mostrar o que significa para mim o dia 25 de Dezembro. Para determinadas pessoas, pode ser somente uma forma de garantir uma renovação no armário, conseguir aquele aeromóvel de última tecnologia ou simplesmente para comer aquele peru que só a avó ou mãe sabem fazer. Contudo, as vezes nos esquecemos que o verdadeiro motivo é o nascimento de Jesus Cristo. Celebrem essa data com as suas famílias e, se não for possível, celebrem com aqueles que estão a sua volta. Dê muitas risadas, desguste as comidas maravilhosas que são feitas nessa data, converse com aqueles que não via a tempos, ame mais aqueles que sempre amou e comece a amar aqueles que ainda não puderam se sentir amados por alguém. Seja caridoso. Seja paciente. Seja amoroso. Seja honesto. Seja solidário. Seja alegre. Seja espelho de Deus para todos que estão a sua volta. E, mesmo que as coisas não estejam correndo muito bem, lembrem-se: 


Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno. Sabemos que o filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. ( I João 5, 19-20) 


Portanto, não temam. Jesus Cristo veio e nos mostrou quem és o Verdadeiro, quem és Deus, por meio de seus ensinamentos, exemplos e parábolas. E Jesus é capaz de nos mostrar também que não importa se o mundo está acabando, se tudo está andando de cabeça para baixo em nossas vidas, Ele sempre estará ao nosso lado. Celebrem a vinda do nosso Salvador, meus queridos.


Feliz Natal para todos vocês.


Gustavo Kwasniewski Martins

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

LONDON .

   Londres. Sinceramente, a cidade faz jus ao que dizem: lá é o primeiro mundo. Tudo de última geração e do mais moderno; aquele que não possuir um Ipod nas mãos, acredite, trata-se de um turista. Ruas limpas, sem lixos entulhados nos mio-fios, e pessoas muito bem vestidas. Contudo, nenhuma simpática. Foi difícil encontrar alguém que olhasse nos meus olhos e mostrasse um sorriso. São muito concentrados no que fazem e, no máximo, falam um "sorry" caso esbarremos nelas. Nos dias que peguei trem e metrô ao lado do meu amigo e também blogueiro Daniel Polsin, só fui capaz de escutar a nossa voz, a nossa conversa. O restante presente no vagão lia, escutava música, jogava algum videogame portátil. E por mais que os encarasse, eles nem sequer levantavam a cabeça para nós. Realmente fiquei tomado por um certo receio, pensando: como eles não sorriem? Será que eles não sabem? Perderam a essência?
   Entretanto, consegui descartar essa experiência não muito bacana, pois tive outra que me deu mais ânimo para defender aquilo que considero essencial na vida de qualquer pessoa: o ato de sorrir. Sentado em um vagão indo em direção à estação de Waterloo, Londres, após um tempo de reflexão e oração, pensei: Crianças. Criança é igual em qualquer lugar do mundo. Não é possível que elas sejam frias como os pais. Não, elas são alegres! Então, parti para essa aventura de buscar o sorriso naqueles "projetos de gente". E não é que consegui? Tudo bem, de início foi complicado, porque sempre existe aquela vergonha inicial que toda criança nutre por um indivíduo desconhecido, ainda mais quando ele aparece sorrindo sem ter motivo algum para tal. Com uma brincadeira simples de aparece/esconde consegui meu primeiro sorriso vindo de uma criança. Que fascinante! Sabe, o sorriso infantil é diferente, ele é inocente; é um sorriso onde não há preocupação com o amanhã ou com quem está vendo. A criança apenas sorri, com uma verdade nata e única.
   Com tal aprendizado, descobri qual era o verdadeiro problema dos cidadãos londrinos. A meu ver, diante de tantas preocupações, trabalhos, tecnologias e informações, os londrinos esqueceram de ser crianças. Não que precisem ter atitudes infantis, mas que em determinados momentos pensem como tal, aproveitem com toda a intensidade; deixem todo o profissionalismo e orgulho de lado e sorriam. Aliás, esse problema não há somente em Londres. Ele persiste em todo lugar, em toda cidade, seja ela desenvolvida ou não, grande ou pequena, numerosa ou um simples vilarejo. Portanto, pergunto-lhe, nobre vivente: você já sorriu verdadeiramente hoje? Não quero saber se o seu dia foi horrível, se o seu namorado(a) te deu um "pé na bunda", se você não foi aprovado no concurso desejado; pois nenhum desses costurou sua boca. Um sorriso pode mudar um momento, um dia, uma vida.