sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pobre África Pobre.

Peço-te um pedaço de pão,
Seja ele sujo ou não.
Minha barriga não agüenta essa dor.
Salve-me da solidão
Nesse imenso calor.

Aqui, nesse solo árido,
onde me viram nascer e viver
pouco pode ser plantado
pois seca aqui existe
e cedo não vai partir.

Os nobres do norte
negam a minha existência.
Mas meu povo tem a essência
de que, para nós, pobres e humildes
não nos resta apenas a morte.

Meus elefantes eles caçaram
e o branco de seu belo marfim
acabou por ter um rápido fim.
Ouro e diamante nunca faltaram,
mas foram os capitalistas que os administram.

Saudades eu sinto,
do tempo passado,
que não volta mais.
Meu povo alegre e feliz
aproveitava toda a beleza
que para eles um dia eu fiz.

Contudo, fique calado.
Os povos do norte não podem saber
que vocês ficaram sabendo
que aqui a miséria pode se ver.



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