sábado, 21 de agosto de 2010

Ei, você...

Vá...












Vá...


Vá...





Faça uma...






Seja um pouco mais...





Compre um...



Plante uma...




Seja um pouco mais...




Faça...





Escreva...


É, ... 



Roube um...




Siga os caminhos de...




Dê muitas...


Aproveite a sua...





Não esqueça seus...



Faça um belo...





Guarde...





Enfim, vá...




Curta cada momento como se o último fosse.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pobre África Pobre.

Peço-te um pedaço de pão,
Seja ele sujo ou não.
Minha barriga não agüenta essa dor.
Salve-me da solidão
Nesse imenso calor.

Aqui, nesse solo árido,
onde me viram nascer e viver
pouco pode ser plantado
pois seca aqui existe
e cedo não vai partir.

Os nobres do norte
negam a minha existência.
Mas meu povo tem a essência
de que, para nós, pobres e humildes
não nos resta apenas a morte.

Meus elefantes eles caçaram
e o branco de seu belo marfim
acabou por ter um rápido fim.
Ouro e diamante nunca faltaram,
mas foram os capitalistas que os administram.

Saudades eu sinto,
do tempo passado,
que não volta mais.
Meu povo alegre e feliz
aproveitava toda a beleza
que para eles um dia eu fiz.

Contudo, fique calado.
Os povos do norte não podem saber
que vocês ficaram sabendo
que aqui a miséria pode se ver.



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Fernanda. (Rio de Janeiro)



Manhã de sábado. Kauã acordava para mergulhar em mais uma de suas longas ressacas. Na noite anterior, havia se afogado em barris de chopp e garrafas de whisky devido à sua namorada que largou-o sem dar muitas explicações. Segundo ela, outro rapaz havia surgido, o qual possuía incrível capacidade para escrever textos e poemas, todos endereçados à ela, óbvio. Entretanto, não se pode pensar que Kauã era apaixonado de todo o seu coração por ela; que, na sua ausência, ele não conseguiria existir. A jovem moça, carioca da gema, era bonita, preciso admitir. Mas não era única. Além do mais, Kauã já estava acostumado a perder e a conquistar mulheres, mesmo que fosse por um tempo reduzido. Fernanda era o nome daquela que havia deixado-o de lado para se acabar nos braços de outro rapaz. Mulher bonita, dos seus 23 anos, acostumada a arrasar corações e sentimentos, Fernanda estudava Psicologia na UFRJ. Conheceu Kauã em uma festa provida pela república a qual este pertencia. Começaram a dançar e a conversar. Logo, risadas surgiram e carícias apareceram, mesmo sendo discretas ainda. Kauã começou a ficar assanhado e com vontade de possuir aquela bela morena em seus braços e beijar aqueles lábios carnudos os quais estavam revestidos por uma camada de batom vermelho. Sem conseguir se controlar, foi em direção à ela e arrancou-lhe um beijo profundo. Foi uma amasso daqueles, com direito à "mãos bobas" e mordidinhas na orelha. Os convidados que por eles passavam nem suspeitavam que fosse a primeira vez em que os dois beijavam-se. Parecia, realmente, um amor antigo, algo surreal. Fim de festa, ambos trocam números de celulares e prometem se encontrar em uma futuro muito próximo. Kauã deixa Fernanda na porta de seu carro, um Ford Ka 2009, dá um beijinho, fala a comum frase, Durma bem, viu? Sonhe com os anjos. Após a rápida despedida, Fernanda entra em seu carro e vai embora.Kauã acompanha, com seus olhos castanhos, o trajeto daquele automóvel azul-claro no meio da noite fria e escura e pensa se algum dia irá reencontrar aquela moça dos lábios vermelhos.