quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sucumbiremos?

   Retorno com apenas uma pergunta: onde esse mundo em que vivemos vai parar?

   Tudo parece estar tão diferente que, se reclamarmos, somos taxados de caretas, conservadores, presos a um passado que, segundo eles, deve ser atualizado. As pessoas estão mudando conceitos que foram aceitos pela sociedade por mais de 2000 anos, conceitos que constituem valores de ética, caráter e moral. Hoje pude ver até uma mulher leiloando a própria virgindade! Tudo bem, a vida é dela e vivemos em um mundo totalmente livre, ou quase todo. Se analisarmos de outra forma, a prostituição está sendo banalizada. "Ah, mas ela está leiloando, faz parte de um programa, ela não vive de vender o corpo". E daí? Ela não vai arrecadar todo o dinheiro para si? E a mídia faz o que? Transforma isso em um reality show para o mundo ver a vida dela, com a preparação para a tão esperada noite.
   Um deputado reclama que um filme banaliza a maconha. E quantos outros filmes não o fazem? O filme "Ted" é indicado para maiores de 16 anos, jovens que, segundo a sociedade, já possuem algum conhecimento sobre o assunto. Em contra partida, o tal deputado leva o seu filho de apenas 11 anos para assistir. Mas a indicação não é de 16 anos? Então pra que levar? Posso ser chamado criancinha ou coisas parecidas, mas minha mãe não me deixava assistir Matrix quando eu tinha 10 anos, imagina algum filme que fala sobre drogas, bebidas e sexo.
  Os relacionamentos ficam cada vez mais fúteis, perdem a sua essência. Redes sociais tomam o lugar de encontros românticos, saídas ao cinema ou uma simples conversa. Quando juntos, o casal de namorados só quer a pegação e a luxúria. Esquecem, mais uma vez, os valores que a sociedade cultivou por mais de 2000 anos. Acham normal o sexo antes do casamento e até mesmo antes dos 16 anos. Seria culpa da família que está ausente, ocupada com o trabalho e em ganhar dinheiro? Ou seria culpa do Estado, que não fornece cartilhas e programas nas escolas públicas? Ah, escolas públicas... E onde se encaixam as privadas, aquelas onde o preço fica maior a cada ano? Poderia ser culpa também dos amigos, que fornecem uma má influência para seus filhos... Ou também, porque a mídia não pode receber parte dessa culpa, por transmitir programas indecentes, como novelas onde a poligamia é aceita, sendo que nem muçulmanos são?
   Poderia passar horas atribuindo culpa a diversas pessoas, instituições, órgãos e classes, mas porque não assumimos parte dessa culpa e abrimos nossos olhos para perceber que, do jeito que estamos, a mesma sociedade construída a 2000 anos sucumbirá algum dia? Porque temos que considerar o conservador algo tão ultrapassado? O conservador pode ser apenas o correto que não precisa ser mudado. Por exemplo, eu poderia chamar o amor que você sente pela sua mãe de conservador. Ele começa quando você nasce e só vai acabar quando você morre. Ele não precisa mudar durante os anos de sua vida, ele não aumenta nem diminui, ele é único. E por ser conservador ele está errado? Sei que pode ter sido uma comparação meio que fantasiosa, mas foi a forma mais simples que consegui ilustrar. Enfim, pense sobre isso. Não venho aqui com um olhar educativo, religioso ou político. Venho apenas com um olhar crítico, tentando mostrar um pouco do que penso sobre essa sociedade dos dias atuais.

Gustavo Kwasniewski Martins