terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vida Esparrada .

  E eu gosto é disso: beijo em uma noite, noutra pulo para uma nova. Aliás, figurinha repetida não completa álbum algum. Digo aqui meu cronograma, então.
  Logo cedo já vou me arrumando; banho bacana, barba feita, perfume exalando, sorriso maroto, malandragem pura. Fico pronto e espero. Espero o restante se arrumar. Enfim, todos muito elegantes, partimos para a noite. Carro com som elevado, mas é claro que todos reparam em nós. Passamos devagarinho pelos barzinhos, analisando qual está com uma quantidade de mulheres maior, sem se esquecer de analisar a qualidade também. Então, localizamos o point do bote. No recinto, já chegamos cheios da marra, mostrando para que estávamos lá. Para variar, os homens já começam a encarar e a ficar com inveja, pois, naquele momento, somos as atenções das mulheres.
  Encontramos uma mesa vaga e com uma visão ampla do bar e, rapidamente, pedimos aquela gelada. A busca tem seu início. Quem será a mulher da vez para mim? Algumas vezes, é difícil encontrar, contudo, naquela noite foi fácil. Começo a trocar olhares, em meio a risadas e goles de cerveja. Fico pensando o que fazer, em como irei roubar aquela jovem dama para mim por uma noite. Opa, opa...
 
  Entretanto, cansei. Nenhum beijo mais é capaz de saciar a minha vontade de beijar; nenhum sorriso me encanta; nenhum abraço me serve de abrigo. Até que encontrei você.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Esqueci.

Vem, bela fada.
vem, que eu te mostro
como se faz para amar
e chegar até além mar.

Com esse sorriso,
mais branco que marfim,
até mesmo um querubim
é capaz de se encantar.

Por um simples beijo
eu cumpro até o seu maior desejo.
Construo um novo muro de Berlim,
apenas para te ter só para mim. 

Mas, anjo encantador,
não pense que sou mero amador.
Aprendi a amar,
porém, sei também magoar.

Afinal, só agora percebi
que teu nome esqueci.
Sinto muito, desconhecida.